Para mim, amamentar é ser porto seguro.
E nada melhor do que ser lar e aconchego para quem amamos.
Amamentar a minha pequena é bem mais que alimentá-la. É aconchego, é carinho, é amor!
Eu me recordo que, na maternidade, uma das enfermeiras me orientou a não acariciar a Lívia enquanto amamentava, no intuito de não adormecê-la. Logicamente, não consegui cumprir essa orientação. Por vezes, a Lívia vinha ao meu colo e eu passava horas enchendo-a de carinho e vendo ela mamar e adormecer mamando. Cheguei a ter dores no pescoço por não conseguir parar de admirá-la enquanto mamava.
Amamentar é doar tempo, sono, atenção.

E é ali, enquanto mama, que faço uma oração e agradeço por ser sua mãe e, ao mesmo tempo, peço a Deus para preenchê-la de tudo que eu não posso ofertar.
É ali, enquanto mama, que afinamos os nossos laços, nosso vínculo.
É ali, enquanto mama, que batemos o coração na mesma sintonia e frequência.
Quando as dores de gases e cólicas começaram a surgir, durante os sustos e dores da vacina, é ali, unindo “barriguinha com barriguinha” que nós nos acalmamos e eu posso protegê-la por um segundo de toda dor do mundo.
Esse termo “barriguinha com barriguinha”, eu uso com ela desde que nasceu, nos momentos em que precisamos nos regular juntas! É incrível o poder que essa conexão tem para acalmá-la.

E, a partir daí, também passo a ouvir que estou deixando a Lívia fazer meu peito de chupeta. Pode ser que sim. E se for? Tudo bem! Para mim, o importante é ter esse recurso para vê-la sentir-se segura e confortável!
É claro que tiveram percalços de ajuste de pega, fissura, peito sangrando, dor, desespero de achar que não conseguiria mais amamentar. Mas, tudo isso fica pequeno diante de todas as vezes que a Lívia se espreguiçou ao dormir mamando ou deixou de chorar, porque tinha o meu peito e o meu amor para ela.
Eu amo esses nossos momentos!
E quero deixar claro que essa magia toda também acontece com quem amamenta por sonda, na mamadeira, na colher, etc! Mãe, pai e avós que não têm o peito, também se entregam igualmente ao amamentar seus filhos por outros caminhos.
Por mais que desejemos exaltar a amamentação exclusiva no peito, é importante amenizar a dor e a cobrança de quem não tem esse recurso. A maternidade já é pesada demais. Seja na fórmula ou no peito, quem amamenta, ama. E isso é lindo de ver!

Marcella 2026
